Visitar Lisboa em 2 dias, o imprescindível

Praça D. Pedro IV, ruínas do Carmo e elevador Santa Justa, Lisboa.
A capital de Portugal está definitivamente na moda. Eleita como o melhor destino europeu de 2018, no mesmo ano em que Portugal é nomeado como o melhor destino turístico do mundo, fazendo com que Lisboa seja descoberta por milhares de estrangeiros diariamente, e com que muitos portugueses regressemos vezes sem conta a percorre-la.

Elencar uma serie de locais imprescindíveis para uma visita de 48 horas em Lisboa é todo um reto, numa tentativa de ter uma visão geral da cidade. Obviamente há muito mais em Lisboa além deste roteiro, há ainda museus emblemáticos e curiosos, palácios e ruelas escondidas ou um sem fim doutros sítios e experiências que deixamos para outros apontamentos.

O Tejo, o Marquês de Pombal, o parque Eduardo VII e eu.
Comecemos o roteiro pela praça do Marquês de Pombal, ponto de passagem obrigatório em Lisboa, local de festejos clubísticos, políticos e de massas em Portugal. Ao centro o pedestal sobre o qual o monumento ao Marquês de Pombal (1934) vigiando o parque Eduardo VII e  o rio Tejo. Começamos descendo a avenida da Liberdade, cada vez mais transformada na artéria onde se concentram as lojas das grandes marcas internacionais e as honrosas representantes da moda lusa.

A praça dos Restauradores, no centro da qual se ergue o obelisco comemorativo da Restauração da Independência de 1640, onde  estão os nomes das batalhas que levaram a que Portugal se separasse definitivamente de Espanha no sec. XVII depois da regência de 60 anos dos reis espanhóis.

A estátua equestre de D. João II preside a praça da Figueira em Lisboa.
Segue-se a praça de D. Pedro IV, a mais bela praça lisboeta, por todos nós conhecida como o Rossio, coroada no extremo norte pelo Teatro Nacional D. Maria II. Logo ali ao lado podes ir provar uma ginjinha num dos locais mais emblemáticos de Lisboa. A meio da praça cruzamos para a praça da Figueira, amplio espaço pós-terramoto que se destinou a mercado da cidade. 

Para chegar à rua Augusta, terás que passar pela rua da Betesga, e já sabes o ditado português para as coisas impossíveis: "meter o Rossio na Betesga"! Ah e não deixes de entrar numa das mais antigas confeitarias de Lisboa, fundada em 1829, e provar uma das muitas delícias que ali te propõem.

A rua Augusta é a principal artéria da Baixa Pombalina, traçada pelo Marquês de Pombal depois do terramoto de 1755, e dedicada ao próprio rei e à sua augusta figura. A meio da rua, à direita, tomando a rua de Santa Justa encontrarás o elevador homónimo, exemplo da arquitetura e engenharia do inicio do sec. XX. Subindo no elevador (5,15€/2018 - duas viagens) chega-se ao emblemático largo do Carmo, passando ao lado das ruínas do Convento do Carmo, testemunho da Lisboa medieval, e que fazem parte dos ditos populares como sinónimo de espanto ao dizermos que "Cai o Carmo e a Trindade".

Lisboa, o castelo de S. Jorge e a ponte 25 de abril vista desde o miradouro da Graça.
Deixamos para outra visita a Lisboa regressar à Zona histórica do Chiado para com mais calma visitar a igreja e museu de S. Roque, a igreja S. Pedro de Alcântara e o miradouro fronteiro.

Pois bem caminhemos pelas travessas que recordam estes dois antigos conventos lisboetas e aproximemo-nos do largo do Chiado, admirando a praça Luís de Camões e aproveitando para sentar-se na esplanada duma tradicional cafetaria fazendo companhia à estátua de Fernando Pessoa.

Percorremos agora a rua Garrett, entre lojas e lojas até aos antigos Armazéns do Chiado, para descer uma das mais emblemáticas ruas de Lisboa, cantada em 1981 pelo grupo UHF, todo um exito do rock português, a rua do Carmo.

Arcada da praça do Comércio, Lisboa.
Regressemos à rua Augusta, em direção à praça do Comércio, uma das maiores da Europa, e que foi sempre símbolo de poder dado ali ter existido o palácio real de D. Manuel I, substituído depois do terramoto por ministérios vários, dos quais ainda subsistem alguns. Nesta praça não podes deixar de tomar uma café no Martinho da Arcada, subir ao miradouro do Arco da rua Augusta ou apenas descansar os pés sentado no cais das Colunas olhando o rio Tejo e a ponte 25 de Abril.

Igreja da Conceição Velha, Lisboa.
Recuperadas as forças começamos outra etapa ao encontro do locais emblemáticos de Lisboa. Seguimos à beira Tejo, ao encontro da igreja da Conceição Velha (sec. XVIII) mistura eclética de estilo resultado do aproveitamento de estruturas derrocadas pelo sismo de 1755. Segue-se a Casa dos Bicos (sec. XVI) ao encontro da recordação literária de José Saramago.

Sé Patriarcal de Lisboa.
É tempo de procurar o beco do Arco Escuro, encontrar a muralha medieval e subir até à Sé Patriarcal (sec. XII) e se as pernas ainda te o permitem subir até Castelo de S. Jorge e despedir-se deste dia no bairro de Alfama entre tabernas e casas de fado, aproveitando para jantar e ouvir esta canção Património  Cultural Imaterial da Humanidade.

Bairro de Mouraria, o coração castiço de Lisboa.
Amanhecer em Lisboa e deixar a luz do rio Tejo entrar pelas janelas do quarto é por si só uma experiência em si. Contudo não podemos deixar-nos ficar  pelos lençóis pois ao igual do dia de ontem o de hoje promete ser igualmente recheado.

Mosteiro dos Jeronimos visto desde os Jardins do Império, Lisboa.
A manhã vai ser dedicada ao bairro de Belém, chegares até lá poderá (deverá) ser feito através do elétrico 15E (2,90€/2018) que inicia a sua viagem na praça da Figueira em direção a Algés, seguindo ao longo do rio. Chegados a esta zona da cidade a primeira visita é o museu dos Coches, espaço único no mundo em que se expõe veículos de transporte seculares e que se deve completar com a visita ao Picadeiro Real (bilhete conjunto 10,00€/2018).

Antigo Picadeiro Real, Lisboa.
Em 1983 a UNESCO declara o mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém como Património Mundial, reconhecendo a grandeza e o contributo que esta nação à beira mar plantada deu para a globalização do mundo, partindo desde a praia de Belém. (bilhete conjunto 12,00€/2018). A visita a estes dois monumentos ocupar-te-á boa parte da manhã, mas não se pode abandonar este bairro sem entrar na mais tradicional pastelaria que confeciona, desde 1837, os famosos pasteis de Belém.

Pastéis de nata, impossível comer apenas um!
O último passo em Belém pode ser uma fugaz visita ao MAAT (museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia - entrada 5,00€/2018), a nova coqueluche da cultura lisboeta, que ainda que não gostes de arte contemporânea oferece-te um marco impar para uma selfie.

Selfie com os azulejos do metro de Lisboa.
Toca agora percorrer Lisboa de ponta a ponta, mas sempre à beira rio, pois a tarde vamos até à nova Lisboa renascida da Expo'98 e transformada no bairro do Parque das Nações. Pessoalmente considero o edifício mais belo de Lisboa a Estação do Oriente (sec. XX) que serve de porta de entrada a este bairro. Imprescindível dedicar tempo para o Oceanário (entrada 15,00€/2018) e finalmente deixar-se perder pelas ruas e pelos seus edifícios contemporâneos que transmitem a nova cara de Lisboa.

Mas Lisboa não é só este roteiro, é muito mais e adapta-se ao que cada um quer descobrir nela: miradouros, elétricos, igrejas barrocas, bairros históricos e outros que nem tanto, entre sardinhas e pasteis de nata, sem esquecer a outra margem ou Sintra e Cascais.

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