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Menneken Pis, Bruxelas, Bélgica. |
Bruxelas transformou-se no escritório da Europa, edifícios e respetivos funcionários de várias instituições, seja da União Europeia ou da NATO. É também uma cidade de acolhimento para várias nacionalidades, entre os quais portugueses e das antigas colónias africanas belgas. A estas juntam-se marroquinos, turcos, russos e de vários outros países da américa latina, dando a esta cidade uma multiculturalidade excecional.
É uma cidade bastante cómoda para visitar devido às suas características. Desta vez decidi conhecer alguns dos principais atrativos, enquanto outros ficaram desde já agendados para uma próxima visita à capital belga.
Cerveja, batatas fritas, waffles e chocolates
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Waffle com chocolate belga. |
E por incrível que pareça a batata frita é uma especialidade da gastronomia nacional. Fritas em duas etapas, uma primeira em fogo lento para cocção e uma segunda a fogo forte para dourá-las. Será fácil encontrar onde prová-las, quer seja em lojas especializadas ou nos muitos postos móveis em qualquer esquina.
O mesmo se passa em relação aos waffles, uma receita simples de um doce ligeiro, que tradicionalmente se come polvilhado de açúcar, mas que hoje em dia a oferta passa por servi-lo com cobertura de frutas, nata ou chocolate. Estão também em todas as esquinas da cidade.
Também se pode encontrar o chocolate belga em muitos sítios, havendo contudo algumas chocolatarias nas quais encontramos os melhores. A Marcolini é uma dessas casas, consideradas internacionalmente como imprescindível no mundo do chocolate. A fábrica e uma elegante loja estão localizadas na Place du Grand Sablon. Contudo, e de não menos qualidade, existem as marcas mais conhecidas, como Godiva, Neuhaus e Leonidas, com várias lojas espalhadas pela cidade.
E se há um prato típico belga esse é o "Mosselen met frieten" (Mexilhões com batatas fritas). Servidos no tacho onde são cozidos a vapor, com algumas verduras, e acompanhados das imprescindíveis batatas fritas, são toda uma instituição da cozinha belga, que permitiu às classes mais desfavorecidas comer durante as épocas de maior pobreza, pois era um alimento barato. O local ideal para provar esta iguaria é a rue des Bouchers, com os seus inúmeros restaurantes, onde além dos mexilhões encontrarás representação de várias cozinhas internacionais.
O coração de Bruxelas
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Galeries Royales Saint-Humbert, Bruxelas, Bélgica. |
Desde a Grand Place, e a escassos 200 metros, está outra das "grandes" atrações de Bruxelas, o Manneken Pis. Esta estátua de bronze de apenas 60 cm., data do sec. XVII e foi à época uma reinvidicação para ter acesso à água potável por parte da população, que preferia beber cerveja à água que brotava das fontes. Pode que o encontres nu ou então com algum dos inúmeros vestidos que lhe oferecem, e com os quais o adornam em várias festividades. A estátua original e a sua coleção de trajes estão em exposição na Maison du Roy na Grand Place.
Mais recentemente, em 1987, surge a versão feminina, a Jeanneke Pis, é um pouco mais difícil de encontrar, mas regressando à Grand Place e indo à rua dos restaurantes, que referi acima, num beco pequeno e entre esplanadas encontrará a menina "mixona"!
Ainda nesta rua mas um pouco mais acima, é tempo de irmos ao encontro de outro espaço característico da cidade, Les Galeries Royales Saint-Hubert. Trata-se de uma galeria comercial coberta, datada do sec. XIX e onde existem algumas excecionais chocolatarias e outras lojas, o que faz deste um espaço a não perder.
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Catedral de Bruxelas, Bélgica. |
Para terminar este períplo pelo centro de Bruxelas, desço até à Place de la Bourse, que enfrenta a Boulevard Anspach. Este bulevar foi construído em 1868-71, aproveitando o leito do rio Senne que foi canalizado, permitindo assim a edificação de vários edifícios público e dando uma nova centralidade à cidade. Esta avenida foi a principal artéria de Bruxelas, e continua sendo-o, ainda que agora sem automóveis e apenas reservado aos peões! No centro da praça situa-se o Palais de la Bourse, um edifício datado da mesma época do bulevar, e que acolhe o mercado de valores belga. Trata-se de um edifício neoclássico, em que colaborou Rodin em algumas das suas esculturas, durante o seu exílio neste país.
O Mont des Arts, o Bairro Chique e o Palácio Real
Desde a estação central de Bruxelas começamos este passeio subindo o Mont des Arts. Espaço criado para a Exposição Mundial de 1910 e reformado em 1958 para dar lugar a novos edifícios onde se instalaram a Biblioteca Real da Bélgica e o Palácio de Congressos. Ao cimo da escadaria monumental chega-se à Place Royal.![]() |
Selfie em frente ao Palais Royal, Bruxelas, Bélgica. |
A seu lado existe o bairro elegante de Bruxelas, o Sablon, e onde encontramos a igreja de Notre-Dame du Sablon, belo edifício tardo gótico do sec. XV, em cujo interior destacam as capelas de decoração barroca, o púlpito e o órgão de tubos.
A cada lado deste templo encontramos duas praças, a sul a Place du Petit Sablon em cujo centro se encontra um jardim ornamentado com 48 estátuas representando os ofícios e grémios, e ao centro do jardim uma fonte, também ela com belas peças de estatuária representando a resistência ao jugo espanhol que durante o sec. XVI reinava nestas terras.
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Igreja Notre Dame du Sablon, Bruxelas, Bélgica. |
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